sábado, 27 de setembro de 2014

Nunca me doera

Nunca me doera
Assim um amor.
Do qual se espera
Apenas e só, dor.
Nunca eu quisera
Ver tanto a sua pessoa:
Como uma flor a Primavera
Como uma rainha a sua coroa.
Nunca eu esperaria
Que a saudade viesse:
Tao dolorosa e fria

Como se de neve se tratasse.

sábado, 20 de setembro de 2014

Insolente pensamento

Insolente pensamento
Sobre mim mesma.
Perturbante momento,
Uma caneta e uma resma.
Insensato testamento
Escrito no caderno.
Teimoso incremento
D’um sentimento interno.
Saudoso do tempo
Em que era partilhado
Temperado é o vento
Quando se ama e é amado.


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Gosto de ti

Gosto disto e daquilo. Gosto do teu jeito brincalhão, das gargalhadas que me fazes dar. Gosto do ar parvo com que me olhas e do sorriso rasgado com que me cumprimentas. Gosto das cócegas que me fazes, apesar de detestar que as faças. Gosto do teu abraço como gosto de te sentir por perto. Gosto da presença que tens mesmo estando a quilómetros de distância. Gosto que me aches pequena, mesmo que isso implique ter de me pôr em bicos dos pés para te beijar. Gosto da tua boa disposição logo pela manhã. Das músicas que inventas com o meu nome... Gosto do brilho dos teus olhos quando te digo que quero ficar contigo. Gosto quando me esmagas nos teus braços, apesar de isso implicar ficar quase sem ar. Gosto das histórias que contas, com um entusiasmo fora do normal! Gosto das conversas sérias que temos, mesmo sabendo que por vezes o assunto é mesmo muito sério, gosto de saber que podemos ser adultos num sentimento tão verdadeiro como só as crianças entendem. Gosto de ti. Gosto mais ainda do que me proporcionaste. Amo! Sem reticências, sem vírgulas, sem pontos de interrogação. E não é por ser o dia dos namorados que me fez perceber isso. Foram todos os dias que partilhamos desde o dia em que nos conhecemos. Porque "linda" não é só a vida a dois, "linda" não é só a fotografia tirada no momento de felicidade... Linda, é a caminhada dada entre dois parceiros, que têm como destino a luta pelo bem-estar um do outro, que enfrentam cada dificuldade de cabeça erguida e sempre lado a lado, nunca deixando o outro baixar os braços! Porque o que nos guia, é o sentimento que nem a razão conhece fundamento!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Verdade dorida

Não será ilusão
dizer o que sinto.
Pois eu sei que é paixão 
perante os céus eu não minto.

E da verdade dorida,
as palavras tremem.
Como a Lua escondida,
quando os olhares a descrevem.

E do Sol ao entardecer,
pouco se sabe a respeito.
Nada mais que um ceder,
quando não há mais força no peito!

E o beijo que fora roubado,
outrora idolatrado,
trouxe com ele a amargura
de uma saudade prematura. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Envergonhada me sinto quando me olhas

Envergonhada me sinto quando me olhas,
intimidas cada gota de sangue das minhas veias,
não por maldade, mas pelo desejo que provocas.
Em cada gesto, ou expressão, o meu corpo incendeias.
Respiro profundamente, e devagar,
pois custa ao meu cérebro pensar
que existes na realidade e não és alucinação!
O meu corpo está tão leve, apenas sinto o coração,
que bate freneticamente dentro do meu peito,
e insanamente pede que o tempo se apresse,
para poder bater junto do teu, cada um a seu jeito.
Finalmente chegaste, e o amor acontece. 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Amanhecer sorrindo

Hoje eu encontrei um novo caminho, tu!
Encontrei-o no teu sorriso, na tua expressão, na tua voz. Senti que ainda há esperança para corações partidos e desastrosos como o meu. Ainda há muito para descobrir em ti, em mim e agora num novo e empolgante “nós”! Há situações que nos levam a desesperar e duvidar a certo ponto que existimos no “faz de conta” e para que nada vale todo o nosso empenho e dedicação a uma vida que mal nos serve… Até ao dia em que sorrimos sem querer, e nada mais nos importa a não ser o sorriso que trazemos estampado no rosto, mas o que realmente importa, não é o motivo pelo qual estamos a sorrir, pois podemos sorrir por futilidades, mas quando é alguém a sorrir, quando o motivo é a pessoa que vimos sorrir e nos fez mudar a vida. Essa sim foi a minha prenda de Natal, o teu sorriso, e o meu! Porque o meu não existiria se tu não me tivesses mostrado a beleza que há por trás de um sorriso sincero e apaixonado. Obrigada por existires, o meu sorriso agora pertence-te, tal como tudo que há em mim! 
Esperei, mas encontrei o que procurava, se tivesse de esperar mais, eu esperaria, porque só agora me sinto completa.

http://www.youtube.com/watch?v=q9ayN39xmsI

sábado, 19 de outubro de 2013

14 de Outubro de 2013 - A última visita

Pedem-nos que tenhamos forças. Que não percamos a coragem e que tudo irá ficar bem. Todos sabemos que não é bem assim, todos temos uma noção de perda. Sabemos a que sabe, a que soa. Temos clara certeza de que nem o tempo irá curar as saudades, a vontade de voltar a ouvir a voz, de sentir o calor de um aperto de mão e a ternura de um olhar. Todos sabem, mas ninguém faz ideia…
A dor tem efeitos diferentes nas pessoas, tal e qual o amor. Amámos e sofremos de formas diferentes, mas todos somos iguais quando perdemos alguém. Quando isso acontece, o mundo treme, a força desaparece e a coragem esconde-se nos recantos do nosso íntimo. Só a dor dispara o alarme, só ela se mexe dentro de nós, só ela se manifesta.

Naquela hora não há força física que supere a força que nos leva, não há amor que ressuscite o que outrora respirava... Não há saudade maior do que aquela que nos abraça quando o olhar se apaga... Não houve mais nada, só um fim e um recomeço… Não ouvi o seu último suspiro, mas senti o seu último aviso, o último recado: “Cautela!”.
Posso dizer que fui amada e amei… Fui acarinhada e acarinhei, fui cuidada e cuidei! Ensinada também fui e algo ensinei… Mas acima de tudo, participamos de uma história, construímos uma família, partilhamos uma vida!
Sorrimos, cantamos, brincamos, fomos o que tínhamos de ser, para o bem e para o mal, decerto que não seria tão bom de outro jeito…
As lágrimas residem com a dor, mas o sorriso e a vontade de viver que tinhas, permanecerão e afastarão toda a mágoa que teima em não ir embora.

“xau bú” …