quinta-feira, 10 de março de 2011

Eu era feliz

Escolheste a noite para fugir
e a escuridão para te esconderes.
Não disseste nada antes de partir
Não te preocupas se me perderes.
Jamais serás digno de tanto amor,
Por seres pútrido e cobarde.
Respiras, transmites e dás dor.
Não foste capaz de dizer a verdade.
Deixaste de lado a tua doçura,
que outrora me emocionava.
Deixaste-me perdida, mas continuei á procura.
Tu não aparecias, e meu ódio aumenta .
Serás digno de ser Humano?
De poder respirar do meu ar?
Eu diria que não, a tal criatura de segundo plano.
Que um dia amei, e agora passei a odiar.
Passei horas e horas em teimosia,
pois queria dar de mim, o meu melhor.
Escrevi o teu nome em prosa e em poesia.
Escrevi-o solto, desenhado e com muita cor.
Mas para quê? Para o deitar á fogueira?
Onde jaz agora o meu coração.
Sei que vivia sem eira-nem-beira,
mas pelo menos, eu era feliz, com a paixão.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

the end is coming

The doors of heaven are calling me,
and the clouds disperse to I pass.
I know that is near the end ...
and is coming, the last breath...

If you see me as an angel
I see you like a star
that guides me in the darkness,
that illuminates my heart,
erasing my sadness.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tragédia

Meu amor, temo pela vida que me foge. Temo pelos sonhos que se desvanecem no nevoeiro da madrugada. Não sei mais que fazer... O desespero tomou conta das minhas forças e da minha coragem! Fui envenenada pela amargura, pelo ciúme e pela vingança, que juntas assolam a minha alma. Esta revolta que se desencadeou dentro de mim, provocou um incêndio no meu coração. Deixando todo o meu ódio espalhado nas cinzas, que se alastraram no meu sangue, tomando conta do meu espírito e devorando a minha sanidade mental.
Que desgraça a minha vida! Isolada das boas virtudes, sou engolida pelas trevas. O amor que antes brotava em mim sorrisos e suspiros, agora brota pânico e rancor. Todo este sufoco, trava a minha liberdade para amar, para te amar. Eu quero ser livre! Quero agarrar-me à felicidade, mas o negro das sombras que me encobrem não deixam. Eu quero viver! Quero viver...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Um amor, uma casa

Uma casa por construir, alicerces em carne, janelas em ferida, portas meias abertas ou meias fechadas... Jardins sem cor, uma fachada cinzenta... E os seus habitantes? Serão almas em cativeiro, serão fantasmas despidos pela mágoa? E as flores do jardim? Serão rosas negras, pintadas pelo tango de um amor proibido, serão giraçóis queimados pelo fogo dos acordes do vento? Será o pó, as cinzas do que outrora foram gargalhadas? Serão as marcas nas paredes, fotografias tiradas á pressa? Serão as manchas no chão, pegadas de um caminho que já não é o meu? E os pratos por lavar, com restos do que já foi em tempos o meu e o teu prato preferido...?
Na cozinha, está a passar um filme, em que eu e tu fomos as personagens principais, em que vestidos pelo suor, provamos que o amor se pode mostrar de qualquer maneira, e se pode condimentar a gosto... Basta querer e desejar. Foi na pedra fria que acendemos a fogueira. Foi lá, que, no meio de suor e saliva, te desejei mais do que nunca. E o filme vai sendo projectado, e agora revejo-o vezes sem conta, quando por lá passo.
Na sala, há quadros de momentos históricos, em que eu e tu, fomos a rainha e o rei...
No quarto, ah no quarto, cada pedaço de parede conta um história. Cada lasca de tinta é um sorriso, um "amo-te". Cada partícula de oxigénio já foi teu e agora é meu. E esta madeira velha, que já provou o peso do nosso amor, está apodrecida. Gasta pelo tempo, que foi passando sem darmos conta.
O tempo torna certos momentos levianos, e as tatuagens - as memórias - tornam-se manchas e deixam de ter significado. Mas o que importam as memórias de todos os dias? As que valem mais são as que ficam connosco para sempre, e que nos veem visitar o coração de tempos em tempos... Como aquela em que pedias para confiar em ti, eu mal te conhecia, mas pedias-me que confiasse porque não me irias largar, e eu agarrei-te com todas as minhas forças... ou então aquela, em que entre lágrimas li o primeiro texto que me escreveste, em que as tuas palavras me deixaram embevecida... Ahhhh como essas memórias estão marcadas no meu corpo... São como o cimento de uma casa...
A casa por construir, sou e tu. Somos nós e o nosso amor. E ficou assim... Congelada no tempo. Á espera de uma nova Primavera...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Precoce demência

Numa noite em que as ruas gritavam silêncio.Em que o céu não escurecia, e as estrelas não piscavam. Em que o calor da lareira não era mais do que um simples tilintar da madeira, e umas quantas pinceladas de sol. Numa noite em que o meu corpo flutuava nos lençóis, e a tua presença, não era mais do que uma simples fantasia, uma alucinação da minha precoce demência.
Cada respiração minha se tornava mais profunda, mas cada batimento cardíaco era mais acelerado, mais compulsivo, ofegante. E por conseguinte, a dificuldade em adormecer era evidente... Cada pensamento me levava a um caminho diferente, mas todos eles me levavam ao teu olhar. Eu queria dormir, mas sempre que baixava as guardas, lá vinha o te olhar, ou o teu perfume, ou o teu toque, ou o teu sussurro, ou as tuas conversas, ou então os teus beijos, ou a tua capacidade para me manter acordada. Odeio-te por isso. Mas amo-te por te odiar. é contraditório mas verdadeiro. É a verdade crua e nua! Eu odeio-te por tudo que me faz te amar, eu amo-te por tudo o que me faz te odiar. É simples! Mas não deixa de doer, porque eu viro e reviro o meu corpo na cama, e não consigo dormir!
O teu fantasma persegue o meu sono, devora a minha paciência! Esmaga qualquer tipo de paz que a minha mente possa ter, e aí, desespero, irrito-me e levanto-me da cama, caminho pela casa, expulso os demónios do meu corpo, cego-os com a luz do dia, e deixo-os queimar com a aurora.
Sei que foi mais uma batalha, é como se estivesse a passar por um processo de desintoxicação... O que custa mais é aceitar que se tem um problema ( e o meu é odiar-te por amar-te e vise-versa) depois a cura está a um passo... Já lá vão as noites em que contava as horas , em que uma hora parecia ter duas horas. E as luzes dos candeeiros da rua parecerem os teus olhos. Já lá vão as noites em que a tua voz percorria a minha pele, em que as tuas palavras me arrepiavam, em que nos ríamos ás gargalhadas, em que chorávamos com as declarações de amor, em que simplesmente ouvia-mos a respiração do outro. Esse tempo, não é mais do que simplesmente uma boa recordação.
Agora, o segundo passo é evitar o que nos torna dependentes, ou seja, é passar por ti e fingir que não te conheço, e este passo, ainda não o consegui superar, porque ainda sinto borboletas borbulhar no estômago, ainda tremo, ainda me dá vontade de sorrir quando te vejo ou quando pressinto a tua presença. Que hei-de fazer? Fugir de ti? Evitar-te?! Eu não sei, "apenas sei que nada sei".
Estar apaixonado é como estar sob o efeito de droga, e depois, como é viciante não se quer parar, e isso leva-nos a desgastar a relação e a nós próprios. Foi o que aconteceu. E neste momento a separação, ou o isolamento, foi a única alternativa possível, ou seja, a desintoxicação.
Agora, perduram as noites em que os poros da cara são salinas, em que os olhos são espelhos de sangue, que que o relógio é uma bomba para os ouvidos em que a tua voz fica para lá de um fio.
Já não posso dizer que te amo ou que te quero. Isso já não tem valor. Tu sabes que me tens quando quiseres, e embora eu ache que não deveria ser assim, eu não aguento, e tenho inúmeras recaídas.
Hoje, numa noite em que as nuvens cobriram o céu, em que a lua fugiu com o Sol e tu continuas a perseguir-me, eu desisto. Desisto de querer algo que não posso ter. Mas eu não posso desistir, quem ama não desiste.
O relógio pode até parar, mas os ponteiros nunca voltam para trás. E esta noite, não é excepção. Vou fechar os olhos, pode ser que o amanha seja melhor. Esta noite, o teu fantasma, pode fazer-me companhia, eu não me vou incomodar. Pelo menos, eu sei que com ele eu vou estar acompanhada.

terça-feira, 19 de outubro de 2010


Subo a rua, por entre as árvores, guiada pela luz intermitente da estrada… consigo ouvir o pulsar do meu coração e o vento a dançar com as folhas. Vagueio em silêncio, e em câmara lenta. A luz da estrada, engrandece a beleza do Outono.
As cores quentes das árvores, a imensidão de folhas caídas trazidas pelo vento, como um tapete a saudar a chegada do Outono fazem com que meu coração ria ao ver este festival de cores… Sente-se maior. E as estrelas brilham, e apesar de estarem distantes, aquecem a alma… e enchem-na de paz!
Como serei eu capaz de ordenar ao meu próprio ser , que deixe de ouvir o coração? E deixar de admirar tamanha beleza?
Vagueando em silêncio, nesta rua iluminada pela luz intermitente da estrada, eu ouço a tua voz dentro de mim, como se estivesses ali, lado a lado comigo.
Sinto a tua respiração e o calor de cada expiração, as tuas mãos procuram as minhas, estão húmidas, mas frias.
Não dizes nem uma frase com sentido, apenas palavras deitadas fora. A tua boca não mexe, mas o teu coração grita por dentro, quer dizer tudo que o magoa. Não tens coragem de me mostrar o teu lado mais profundo… Não tenhas medo, penso sussurrando. Diz o que te deixa mal disposto, o que não gostas de ver e de sentir, encara-me como uma folha em branco e que precisa de ser escrita. Entrega-me a tua alma… dá-lhe voz!
Explode. Não tenhas medo de me bombardear com palavras sinistras ou negras. Diz apenas o que te vai no coração.
Eu digo para te mostrares, mas eu também não consigo proferir uma única palavra. Estou numa posição que não me deixa ter poder algum.
Enquanto subimos a rua, lado a lado, de mão dada, percorremos um caminho que nos parece infinito, e a rua vai aumentando o seu declive. A cada minuto que passa, custa cada vez mais dar um passo. As nossas mãos estão-se a separar, e nós já não acreditamos um no outro para agarrar e não largar. De repente, um vento frio esbate nos nossos corpos que vagueiam por cima das folhas queimadas em tons de vermelho e amarelo. Esse vento trouxe com ele nevoeiro. Aí, senti os teus lábios tocarem nos meus, tinhas os teus lábios em fogo, nesse instante todo o meu corpo aqueceu, senti o Mundo parar. Depois continuei a caminhar, e a sentir os meus lábios arder, mas agora, deixei de ouvir a tua voz, deixei de sentir a tua mão, deixei de sentir a tua revolta, e perdi-te na neblina.
Olhei para trás, uma réstia de rancor vagueava no ar… mas as folhas tingidas com o sangue vermelho da luz do Sol, desenhavam todos os momentos de amor. Formou-se uma porta, pela qual ainda não te vi sair, e por onde ainda não me propus a entrar.
Mas ainda sinto o bater do meu coração, e se ele bate, é porque tu ainda existes, é porque tu ainda andas lado a lado comigo na rua. É porque consigo ouvir a tua revolta, e sentir a tua dor.

sábado, 9 de outubro de 2010

Ontem eu era eu . Hoje eu sou diferente

Ser falsa, é querer ser tudo e não ser nada. é querer dar a volta ao Mundo e nem sequer saber qual é a estrada. é mentir, é julgar que se é alguém não o sendo. é pensar que se pode ter tudo, mas não se tem nada. é ser oco, pútrido. Incapaz de ser, de viver como uma pessoa. Como um ser vivo racional.
É ser mais um... E não uma pessoa especial. Quando se é falso, sempre magoamos alguém, e o pior, é que magoamos aqueles que nos amam.
Uma pessoa falsa merece solidão...
Não é que todos não possamos cometer erros, mas ser falso, é ser perito em errar.
Demito-me. Demito-me de tentar ser alguém que não sou. Desisto de tentar impressionar os outros com qualidades que não são minhas. Desisto da mentira... A mentira, é um "prazer momentâneo", só nos traz prazer durante instantes, nunca se tem prazer prolongado com uma mentira... A mentira, é como o sexo... Já a verdade, é como o amor...

Hoje, eu sou uma pessoa diferente.

Sou preguiçosa, falo alto, detesto que me chamem á atenção. Não gosto de traições... Adoro arroz com feijão... Se um dia tiver um filho, vou-lhe dar o nome de Afonso. Gosto de ler, mas só pego nos livros quando preciso deles, deixo sempre tudo para a última da hora.
Gosto de namorar, de estar agarrada, e de sentir o bater do coração... Adoro desporto e ciência... Sou muito romântica, gosto de música e adoro escrever... Gosto de ser mulher, e um dos meus sonhos é ser mãe.

Entrego-me de corpo e alma á pessoa que amo.. sou distraída, e muito sonhadora, mas não deixe de perceber o que se passa no Mundo lá fora. Por vezes sou um pouco lenta...mas chego lá!

Se amo, amo de verdade, e para sempre...

Se quero, quero mesmo, e luto para conseguir...

Se choro, choro como as nuvens no inverno..

Se peço desculpa... é porque sei que erro cometi...

Se digo que não te quero perder... é porque não vou!